II Encontro Nacional de Gestão Orçamentária · CNMP / MPCE

Do Orçamento Estático ao Orçamento Inteligente

O cidadão dentro da conta — não só no relatório.

▶ Age of A.I. · 0:00–2:24 · legenda pt-BR

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Palestrante

Francisco Nauber Bernardo Gois

Coordenador da ASESI
Auditor de Controle Interno · CGE-CE

▶ VÍDEO V0 · O número sem rosto · ~25 s

Tecla P — play / pause · silêncio 3–5 s depois

Depois do vídeo

O orçamento fechou. A vida dela, não.

Frase-guia

Orçamento inteligente começa quando o cidadão entra na conta — e não só no relatório.

Quatro movimentos

O que esta hora percorre

  • Dedicar o gasto a quem precisa
  • Personalizar com critério à vista
  • Ouvir e vincular ao orçamento
  • Avaliar o efeito e abrir controle

A máquina classifica e alerta. Quem decide continua sendo gente.

Diagnóstico

Dois orçamentos na mesma planilha

Estático

  • Fecha a execução
  • Destinatário genérico
  • Protocolo isolado
  • Controle só da casa

Dedicado ao cidadão

  • Pergunta pelo efeito
  • Perfil e território
  • Voz que reprograma
  • Controle com a rua

Ciclo

O circuito desta hora

Demanda→ Dedicar→ Executar→ Ouvir→ Avaliar→ Reprogramar

Limite honesto

Isso ainda não substitui LOA, LDO nem o controle interno ou externo.

Soma escuta e evidência — não apaga a peça orçamentária.

▶ VÍDEO V1 · Pra quem foi o real? · ~26 s

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Pergunta

O real está amarrado a quem precisa — ou só à unidade gestora?

Orçamento dedicado

Nomear o “para quem”

  • Pessoa, território, vulnerabilidade, tipo de demanda
  • No MP: usuário do serviço e interesse público
  • A rubrica sozinha não conta a história

Orçamento dedicado

Do gasto à entrega

  • De “gastou X na ação Y”
  • Para “X alcançou N pessoas, N casos, N territórios”
  • A máquina cruza e aponta. O gestor decide.

Cena

Rubrica cumprida, fila intacta

A unidade “gasta bem” no sistema. Do outro lado da cidade, a demanda sobe e o reforço não chega.

Não é clientelismo. É critério público com evidência.

Pouso

Nomear o destinatário. Medir se o dinheiro o alcançou.

▶ VÍDEO V2 · Eu não sou igual · ~25 s

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Pergunta

Tratar igual o que é diferente é justiça — ou cegueira?

Personalização

Duas faces do mesmo cuidado

Serviço

Prioridade, canal, linguagem e prazo no tamanho da pessoa — com base legal.

Informação

Não a LOA inteira: o recorte “na sua demanda / no seu município, foi isto”.

Limite ético

Calibrar o critério — não escondê-lo

  • Personalizar ≠ discriminar à margem da lei
  • Critério público, auditável, revisável
  • Dado sensível: LGPD, o mínimo necessário
  • A máquina sugere. Gente decide.

Pouso

Personalizar é calibrar o critério — não escondê-lo.

▶ VÍDEO V3 · Alguém ouviu? · ~24 s

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Pergunta

A reclamação morre no protocolo ou vira ajuste de rota?

Feedback

Três usos da voz do cidadão

  • Corrigir o caso
  • Achar o padrão
  • Mudar o próximo real

Ouvidoria, pesquisa, audiência, conselho — série que entra no ciclo, não arquivo.

Pouso

Feedback sem vínculo orçamentário é teatro. Com vínculo, vira gestão.

Barulho não é amostra. Humano valida o que vira gasto.

▶ VÍDEO V4 · Quero ver o efeito · ~24 s

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Pergunta

O cidadão consegue ver o efeito — e cobrar com evidência?

Avaliação

Efeito, não só empenho

  • Indicador de resultado
  • Quanto gastou × o que entregou × o que a pessoa sentiu
  • Planejou → executou → avaliou → reprogramou

Controle do cidadão

Controle social com rastro

  • Transparência em linguagem humana
  • Prometido → empenhado → liquidado → entregue
  • Canal com resposta
  • MP: fomentar e proteger — no limite da lei

Limite

Não substitui controle interno ou externo.

Amplia a vigilância democrática — com dado, não só com opinião.

Pouso

Avaliar sem abrir ao cidadão é gabinete. Controle sem dado é opinião.

O que levar

Três pontos

  • Dedicar = amarrar gasto a destinatário real
  • Personalizar com critério à vista; ouvir com porta no orçamento
  • Avaliar e abrir controle = ver o efeito e cobrar com evidência

Desafio · 90 dias

Um ciclo mínimo

1 ação→ Destinatário nomeado→ 1 canal de escuta→ 1 indicador simples

Frase final

Orçamento inteligente começa quando o cidadão entra na conta — e não só no relatório.

Obrigado

Perguntas

Francisco Nauber Bernardo Gois
ASESI · CGE-CE
francisco.gois@cge.ce.gov.br

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